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Sou medrosa pra vida

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Uma confissão: eu não gosto do meu trabalho. A vida proletária me alcançou cedo, meu primeiro emprego foi aos dezesseis anos, hoje com quase vinte e seis, refletindo sobre tudo o que já passei, posso afirmar que nunca me realizei profissionalmente.
Sou muito frustrada nessa área, não consigo me sentir feliz com o que faço. Tem dias que me sinto tão cansada que choro pra aliviar. É um cansaço mental, sabe, algo que não se resolve apenas com uma boa noite de sono. Eu não costumo falar sobre isso, tenho muita dificuldade de me expor e em parte, acho que a razão é eu sentir que as pessoas não vão me entender.
Tem muitas coisas que eu gostaria de fazer, mas nunca tive coragem de dar o primeiro passo, talvez por medo, talvez por insegurança, talvez pelas duas coisas. Quando era mais nova eu sonhava grande, agora me limito ao que é possível. Já ouvi um monte de gente contar suas histórias loucas de como largaram tudo e investiram em algo que gostavam, eu nunca fiz uma loucura, nunca me aventure…

Talvez seja sim!

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Amo os textos do Piangers.


Todo mundo está querendo mudar de vida. Conversando com um amigo esses dias, carreira bem sucedida na televisão nacional, trabalho estável em um canal internacional, fiquei surpreso quando ele disse que queria largar tudo. “Estou pensando em abrir uma pousada em uma praia da Bahia, vender uns hambúrgueres. Criar a minha filha na beira do mar”. Um outro amigo meu já tinha se mandado pros EUA, depois de uma admirável carreira jornalística, para, segundo ele, “fazer qualquer coisa em um país desenvolvido”. Está, agora, vendendo sua própria cerveja em Seatle.
Imagino que não seja uma tendência apenas entre profissionais de comunicação. Com quem quer que eu converse, nos últimos anos, ouço sempre a mesma coisa: “estou querendo largar tudo”. Professoras, contadores, médicos, engenheiros. Todos, até os mais bem sucedidos, estão pensando em tirar um ano sabático, viajar para a Tailândia, criar os filhos nos Estados Unidos, abrir uma loja de cupcakes, tirar cidadania it…

Feliz Natal!

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O que diriam os pregadores da intolerância, os obreiros do justiçamento, os apóstolos do olho por olho dente por dente sobre um homem que manifestou seu amor por um ladrão condenado e lhe prometeu o paraíso? Brandiriam o velho sermonário: bandido bom é bandido morto? Hoje quase todos os brasileiros, inclusive os cônscios moralistas da violência que amarram adolescentes em postes para linchá-los, se reuniram com suas famílias para celebrar mais uma vez o nascimento desse homem. Sujeito, aliás, que respondeu à provocação: está com pena? Então, leva para casa! Pois, é. Jesus Cristo prometeu levar o ladrão para casa. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”, diz o evangelho de Lucas. Jesus optou pelos oprimidos e renegados, pelos miseráveis, leprosos, prostitutas, bandidos. Solidarizou-se com o refugo da sociedade em que viveu, contestou a ordem que os excluiu. O Cristo bíblico foi um dos primeiros e mais inspiradores defensores dos direitos humanos e morreu por isso. Foi …